Claudio Pavanelli explica que a preparação física de Vitor Miranda foi aplicada especialmente para este formato da regra. “Fizemos um trabalho com o Vitor que é um pouco diferente do que realizamos com atletas que lutam no UFC ou Bellator. Ele tem um desafio que inicia com um primeiro round de 10 minutos. Então ele tem que ter condição cardiorrespiratória e resistência de força um pouco maior do que está capacitado nos treinos atuais, que são para os rounds de cinco minutos. Fizemos um trabalho com muita intensidade e com o tempo mais prolongado justamente para ele suportar cargas mais elevadas durante um maior período, no caso os 10 minutos”, iniciou o fisiologista, que possui com vasta experiência tanto no esporte individual quanto no coletivo.

“Por isso elaborei um circuito para o treino que envolve todas as valências físicas. Entra a isometria, a força e o trabalho de condicionamento cardiorrespiratório, sempre com movimentos que são muito utilizados pelos lutadores de MMA. Com este treinamento, ele teve uma evolução real e bastante significativa, fato que ele mesmo está sentindo durante os treinamentos de luta”, finalizou Pavanelli.

Vitor Miranda elogia o trabalho do seu preparador físico: “Fiz um trabalho bem legal com o professor Pavanelli e vai ser muito bom para me testar em comparação ao físico do meu oponente. Estou bem confiante e acredito que vão sobrar gás para os 10 minutos e depois para os cinco minutos. Tive um ganho físico muito grande e estou me sentindo muito bem”, relatou o peso médio.

Sobre qual treino aplicado por Claudio Pavanelli fazia com o que o atleta se sentisse melhor, Miranda explicou que os de potencia e também os de isometria são seus preferidos. “Os treinos com movimentos explosivos são sempre para mim os mais importantes. Venho da luta em pé e preciso executar os movimento com explosão. Os golpes, para ficarem fortes e rápidos, é preciso treinar muita potência”.

Ele disse ainda que os treinos que o deixam mais preparado para uma luta são os de isometria. “Como quero sempre ficar em pé contra meu oponente, preciso antes defender a queda. Para defender a queda preciso gastar muita energia fazendo isometria, fazer muita força. Depois que me livro da queda, que consegui me defender, preciso contra-atacar meu adversário com potência e velocidade. Então, esta transição da isometria, da força para a potência, é muito importante para mim. É isso que vai fazer a diferença e é este o diferencial do treinamento do Pavanelli. Os treinos dele me prepararam 100% para a luta”, concluiu.

Vitor Miranda, nome conhecido quando o assunto é Muay Thai, com 30 combates como profissional e títulos no K1, tem um retrospecto vitorioso também no MMA.  São 10 lutas em seu cartel, com sete vitórias e apenas três derrotas. Já seu desafiante, o especialista em boxe Elton “Monstro”, tem um recorde de sete confrontos, com três triunfos e quatro reveses.

Mesmo com algumas regras diferentes, o Mestre do Combate se iguala ao UFC e também ao Bellator quando o assunto é a segurança dos lutadores. Assim como nos demais eventos de luta, certos golpes se mantém proibidos, como cabeçadas, mordidas, dedo no olho e até alguns golpes que eram comuns no Pride, como tiros de meta, pisões e o bate-estaca.

Fonte: BeOne

Fotos: Juan Reol

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