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Vitor Miranda faz apelo para lutar no UFC 198, em Curitiba: “Preciso disso!”

A vitória por nocaute sobre Marcelo Guimarães no UFC 196, no último sábado, deu a Vitor Miranda o impulso para realizar suas duas principais metas em 2016: entrar no card do UFC 198, que acontece em Curitiba no dia 14 de maio, e fazer mais duas lutas no ano, para tentar entrar no top 15 do ranking dos pesos-médios da organização. Em entrevista ao Combate.com em Las Vegas, Miranda disse que atuar no evento na capital paranaense seria importante por sua cidade, Joinville, ficar a apenas 100km de distância.

- Tenho dois passos muito importantes esse ano: lutar em maio em Curitiba. Eu preciso disso. Curitiba fica a 100km da minha cidade. Metade de Joinville estará lá me assistindo, e isso vai ser muito legal para mim; e, em segundo lugar, fazer mais uma ou duas lutas e estar entre os top 15. Isso quer dizer que eu tenho que pegar caras melhor ranqueados, mas não importa quem seja. Quero fazer mais três lutas no ano. É isso que eu quero. Ainda não tenho nomes no meu radar, mas vou pesquisar agora. Não queria pensar em outra luta antes de acontecer essa, mas vou sentar com meus treinadores e meu empresário para achar um nome legal e apresentar para o UFC. Já fiz dois pedidos públicos e não adiantou nada (risos). Vamos tentando, na hora que o UFC achar que é legal fica tudo certo.

Miranda falou também sobre a luta contra Marcelo Guimarães e da estratégia que adotou para vencer.

- A estratégia saiu à risca, lutei da maneira que treinei, mantendo a distância e a calma, sabendo que ele viria forte na grade. Acabei achando o melhor momento para decidir. A parte em pé dele não me surpreendeu, estou até com a coxa dolorida (risos). Ele chuta forte, as lutas dele mostraram que ele derruba, chuta, ataca com a mão para o cara achar que ele vai trocar e ir para a frente, e ele derrubar. Eu não entrei nesse jogo. Ele foi batendo e eu fui defendendo e andando pra trás porque sabia que não podia parar na frente dele, porque era ali que ele iria me derrubar.

O veterano analisou o fato de ter começado em um ritmo mais lento em todas as suas três lutas no UFC, e disse que o motivo é a estratégia dos seus rivais de não quererem fazer uma luta aberta e franca com ele, preferindo levar os duelos para o chão.

- Eu não diria que comecei mais devagar. Das minhas três lutas, foi a que eu entrei mais ligado, mais consciente. Mas não tem o que fazer, os caras só querem saber de derrubar. Se for analisar, nas duas primeiras lutas eu fui derrubado, e nessa, não. Está tendo uma evolução, estou ficando mais esperto e, de repente eles nem encostam mais em mim. É um trabalho constante, e eu estou mostrando que estou melhorando.

O lutador abordou também o fato de Guimarães ter o mesmo empresário que ele, e como foi enfrentá-lo. Mesmo sem se conhecerem pessoalmente até o dia da luta, os dois mantém contato através das redes sociais.

- No momento da luta, se eu fosse pensar que eu iria enfrentar um brasileiro, teria alguma coisa errada. Mas eu senti bastante desde a primeira vez que a gente teve que casar essa luta. Eram dois brasileiros e dois caras do mesmo empresário. Foi chato, mas a partir do momento em que decidimos aceitar a luta, não tínhamos mais do que reclamar. Era treinar forte e fazer o melhor trabalho possível. Nós não nos conhecermos pessoalmente ajudou, claro. Mas eu já tinha acompanhado algumas lutas dele, e depois vi várias. Mas a gente entra no Facebook um do outro, vê a família, os filhos… É uma situação delicada, mas diminui a tensão por não termos contato pessoal.

Fonte: Canal Combate

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